MP caça os responsáveis pelo velho caos na luz de Brasília

Foto enviada por um brasiliense vítima da falta de energia por mais de 24 horas.

Bartô Granja

As chuvas torrenciais que demoraram mas chegaram a Brasília estão mostrando que o declínio da CEB é uma realidade. A incapacidade operacional da estatal de energia dentro dos padrões mínimos aceitáveis é palpável. O que se vê hoje é que a empresa não só mal distribui luz, como também mal socorre os usuários.

As falhas na prestação de serviço que caracterizam sua má atuação foi agravada com a deflagração de uma greve de servidores que, por mais absurdo que pareça, controlam a prestação de serviços das empresas terceirizadas, pagas pela CEB, e não pelo sindicato, justamente para realizar a manutenção que os grevistas não fazem.

O ineditismo dessa simbiose entre CEB-empregados-prestadores de serviços, será alvo de inquérito civil público por parte do Ministério Público do Distrito Federal. O Ministério Público de Contas também vai entrar no circuito. E essas ações renderão dores de cabeça para a diretoria da empresa, para o sindicato dos trabalhadores e, ainda, para as empresas terceirizadas.

Os promotores e procuradores querem saber, por exemplo, por que durante uma greve a direção da CEB permite que empregados de braços cruzados, liderados pelo sindicato, controle o fluxo de atendimento que deve ser realizado por empresa remunerada pela própria CEB.

Já as terceirizadas terão que explicar por que, mesmo recebendo pela CEB, se submetem a orientação do sindicato da categoria quando da prestação do serviço. Analistas do setor avaliam que tanto a CEB, o sindicato dos eletricitários e as empresas terceirizadas poderão responder por improbidade e, ainda, arcar com eventuais prejuízos causados aos consumidores.

Notibras

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