O esporte brasileiro e as questões de integridade: que caminhos podem ser traçados?

Discussão com Magic Paula e Andrew Parsons foi levantada na Conferência Ethos no Rio de Janeiro

O esporte é uma paixão nacional, está na vida dos brasileiros e, portanto, é um espaço em que os princípios de integridade devem estar presentes, evitando danos tanto aos atletas quanto aos patrocinadores das atividades. A promoção de práticas íntegras no esporte foi o tema central da mesa “Governança, transparência e integridade nas entidades esportivas”, na Conferência Ethos 360° no Rio Janeiro, que contou com a participação de Andrew Parsons, ex-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro; Caio Magri, diretor-presidente do Instituto Ethos e Magic Paula, atleta associada a Atletas pelo Brasil.

O esporte brasileiro conta com investidores públicos e privados e, portanto, o destino dos recursos é de interesse coletivo, em especial dos investidores e dos beneficiados por eles. Sobre esta pauta é que a mesa se debruçou. “Se o investimento é público, os resultados também devem ser, devem voltar para o cidadão. O legado dos jogos olímpicos me entristece por ter tantas instalações que poderiam estar sendo aproveitadas e não estão”, apontou Parsons.

Sobre os avanços do próprio CPB, Andrew acrescentou que “as questões de governança são essenciais para promover um ambiente livre e ético. Para promover estas práticas, realizamos mudanças no comitê paraolímpico brasileiro, entre elas, a definição de o presidente da organização pode ter no máximo dois mandatos. Antigamente era infinito e as lideranças poderiam ficar fazendo concessões para se manter no cargo. Esta decisão de alternância de poder é essencial para que a equipe consiga focar nos desempenhos dos atletas e da própria organização”. Sobre as políticas de integridade, Magic Paula comentou que “é preciso avançar na profissionalização e fortalecimento das entidades e promover práticas éticas e íntegras. Com isso, é o esporte que tem a ganhar: melhoramos a qualidade, a performance dos nossos atletas e assim, a visibilidade internacional do nosso esporte e do nosso país”.

Paula também comentou sobre os caminhos que podem ser traçados pelas organizações que gerenciam o esporte no Brasil e comemorou a criação do Rating de Entidades Esportivas, que tem o apoio do Ethos. Caio apresentou a proposta do rating e disse que “não é uma competição ou um ranking de quem é o melhor. É um esforço coletivo para aprimorar a gestão das entidades”. Também acrescentou os beneficiários de uma política como essa: “as empresas poderão ter mais confiança em seus patrocínios nas entidades e elas poderão reconhecer suas iniciativas na promoção da integridade e traçar os caminhos possíveis para ampliar ainda mais estas questões internamente. É um ganho para todos e para o esporte em si”, finalizou o diretor presidente do Instituto Ethos.

Para conhecer os detalhes do Rating de Entidades Esportivas, clique aqui.

Por Bianca Cesário, do Instituto Ethos

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