Poxa vida… onde foi parar a piscina que estava aqui?

Foto: Marcos Limonti/Divulgação

Marcelo Hermsdorf

Construir uma piscina no quintal de casa pode parecer uma tarefa que pode causar uma grande dor de cabeça, porém em um mundo que pede por praticidade, até isso precisa melhorar. Existem novas técnicas que podem facilitar este procedimento. O projeto dos arquitetos e paisagistas Ângela Dorascenzi, Estela Martins, Mônica Costa e Yuri Miranda apresentado durante a Casacor Franca vem ao encontro desta necessidade.

Os profissionais decidiram trabalhar com tecnologias que otimizassem o tempo de execução, por isso, utilizaram peças pré-moldadas. Segundo o diretor da Artvinil, José Carlos da Silva, diretor da Artvinil, responsável pela construção, a montagem pode demorar em média um dia, se não houver problemas com o terreno, ou em até 10, caso haja a necessidade de se modificar o terreno onde o equipamento será colocado. “Para agilizar o processo, são apenas três procedimentos. Com o buraco feito, coloca-se uma placa de polímero. Em cima dela uma estrutura de manta em EVA, que além de ser aquecedora, é amortecedora. Por fim, vai o revestimento em vinil”, detalha. A piscina tem raia de 12×3 metros, o que torna ideal para a prática de esportes aquáticos, além de ser simples.

O contorno da piscina traz soluções sustentáveis como o piso antiderrapante, o deck feito com madeira de reflorestamento e com árvores frutíferas. A iluminação interna, composta por lâmpadas de LED, permite a mudança das cores e dá um toque especial para cada ocasião. Para uma das responsáveis pelo projeto, a paisagista Mônica Costa, isso faz parte do planejamento para que o projeto fosse uma área de lazer ecologicamente correto.

“Todo o projeto é voltado para o ecologicamente correto. E, ao utilizar uma piscina pré-moldada faz com que essa parte se integre ao ambiente”, completa. Outra facilidade encontrada pela utilização desses materiais é a facilidade com a mão-de-obra. As placas em vinil podem ser trocadas individualmente, sem a necessidade de realizar ‘uma quebradeira’ no resto do ambiente.

Um detalhe que faz toda a diferença no projeto é a borda infinita. A principal vantagem existente é a diminuição da necessidade da limpeza, além de não ressecar o material, segundo José Carlos. “Quando ela ‘transborda’, a água é captada por um reservatório. Desse reservatório, passa para um filtro e do filtro passa para o sistema de tratamento de ozônio, que retorna a água totalmente tratada e limpa para a piscina”, completa.

Tanto José Carlos, quanto Mônica, afirmaram que fora do Brasil, a técnica com placas pré-moldadas já é utilizada nos Estados Unidos, por exemplo. Já, por aqui, as piscinas pré-moldadas é mais comum de ser visto acima do solo. Porém, o material utilizado é o mesmo, só que mais rígido para poder ficar abaixo do solo. O preço, segundo eles não destoa dos equipamentos tradicionais.

Notibras

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